MST REALIZA OCUPAÇÃO NA PARAÍBA

Na madrugada do domingo (26/10), 40 famílias do MST realizaram ocupação em área localizada próximo ao município de Imaculada, no sertão da Paraíba.

As famílias exigem a desapropriação da Fazenda Coruja com aproximadamente mil hectares e da Fazenda Saco do Cosme que possui em torno de 750 hectares.

As famílias encontram-se acampadas numa área provisória próxima ao distrito de Palmeiras, no município de Imaculada.

Fonte: MST – www.mst.org.br

SETOR SOCIAL DA ARQUIDIOCESE DA PARAÍBA REALIZOU ENCONTRO SOBRE ENERGIA ELÉTRICA

O Setor Pastoral Social realizou no dia 21 de outubro um encontro de formação sobre o tema “Energia elétrica: aumento de preço e tarifa social”. O encontro aconteceu no CEFET/Casa Brasil-PB (Avenida das Trincheiras - ao lado da Igreja Nossa Senhora de Lourdes, no Centro de João Pessoa).

Foram convidados os representantes das pastorais sociais e paróquias da Arquidiocese da Paraíba. O momento de formação teve como principais motivações e objetivos:

1) Oferecer subsídios a esse público, capacitando-o a entender o tema, para que se torne agente multiplicador junto às bases e comunidades onde atua;

2) Promover seu envolvimento nas diferentes frentes de luta por uma energia mais barata e pela garantia do direito à tarifa social, considerando que são os pobres os mais atingidos diante do aumento de preço.

Recentemente, a tarifa de energia aumentou, em média, 15,77% no Estado.


Fonte: Setor Social Arq da PB - www.arquidiocesepb.org.br

SANTO DIAS: PRESENÇA NA CAMINHADA DOS/AS TRABALHADORES/AS

Dia 30 de outubro de 2008, completaram 29 anos da morte de Santo Dias. Militante das CEBs, da Pastoral Operária, da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo, Santo foi e continua sendo uma referência importante para milhares de pessoas que acreditam em uma sociedade solidária e humana. Ainda mais em tempos de refluxo da militância, Santo é um exemplo por sua perseverança e acima de tudo pela pedagogia do exemplo, do trabalho de base. Coerente, sensível e comprometido com o mundo dos trabalhadores e trabalhadoras, é dessa forma que Santo era visto por seus/as companheiros/as.

Santo Dias nasceu em 22 de fevereiro de 1942, em São Paulo, filho de Jesus Dias da Silva e Laura Amâncio. Operário metalúrgico, era motorista de empilhadeira da Metal Leve S/A. Antes havia sido lavrador, colono, diarista e bóia-fria. Em 1961, foi expulso, com a família, das terras onde era colono, por exigir registro de carteira profissional, como era lei. Trabalhador em fábrica, foi demitido por participar de campanhas coletivas por aumento de salário e adicional de horas extras.

Líder operário, bastante reconhecido no meio dos trabalhadores/as, era casado e pai de dois filhos. Após sua covarde morte, como homenagem de sua luta e seu exemplo, foi criado o Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo.

Santo Dias era membro da pastoral operária de São Paulo, representante leigo ante a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, membro do Movimento Contra a Carestia, candidato a vice-presidente da chapa 3, da Oposição no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e integrante do Comitê Brasileiro pela Anistia - CBA/SP. Assassinado friamente pela PM paulista quando comandava um piquete de greve no dia 30 de outubro de 1979, em frente a fabrica Silvânia, em Santo Amaro, bairro da região sul.


Fonte: Site do 12º Intereclesial das CEBs – www.cebs12.org.br

CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE A CUBA E HAITI

Por conta das calamidades climáticas dos dois furacões, que acometeram os países do Caribe, em especial Haiti e Cuba, as notícias que nos chegam de nossos amigos, e movimentos sociais que lá vivem, são trágicas. Mais de dois milhões de pessoas afetadas. A agricultura totalmente destruída. Mais de 500 mil casas afetadas. Em Cuba, graças às medidas preventivas tomadas pelo governo, morreram apenas 7 pessoas. Mas no Haiti é impossível quantificar e se fala em 500 a 700 mortos.

Devido a essa situação, diversos movimentos sociais, pastorais sociais e pessoas de boa vontade estão articulando aqui no Brasil o recolhimento de uma ajuda humanitária. O Governo brasileiro vai também enviar donativos. Mas tudo ainda será pouco. Por isso, estamos apelando para vossa consciência. Os movimentos sociais, articulados na Assembléia Popular e no Grito dos Excluídos, no Jubileu Sul, estão procurando dar também suas contribuições.

Para contribuir também com recursos financeiros, é possível fazê-lo depositando qualquer quantia endereçada à Associação Ação Solidária Madre Cristina, que foi fundada por intelectuais, personalidades e movimentos justamente para promover a solidariedade, baseando-se no exemplo da querida Madre Cristina.

Associação Ação Solidária Madre Cristina
Banco do Brasil, Agência Avenida Sumaré - Nº 4328-1,
Conta Corrente: 6654-0

Essas doações serão transformadas em sementes e alimentos não perecíveis, que serão enviados para os dois países, através de seus movimentos sociais.


Fonte: MST – www.mst.org.br

DIA NACIONAL DA JUVENTUDE (DNJ) - 2008

Juventude e os Meios de Comunicação – “Queremos pautar as razões do nosso viver!”

“Na TV, o que eles falam do jovem não é sério...!”
(Charlie Brown Jr.)

O Dia Nacional da Juventude (DNJ) – celebrado a nível nacional pelas pastorais da juventude/ CNBB - tem como tema essa ano ‘juventude e os meios de comunicação’ e como lema: “Queremos pautar as razões do nosso viver!”.

Para refletirmos um pouco mais sobre a influência da mídia na nossa vida, paremos e analisemos o caso da menina Isabela Nardoni que foi jogada do sexto andar de um prédio. Bem, na verdade fatos muito mais chocantes e brutais acontecem todos os dias em nossas comunidades. No entanto, se tornam infelizmente banais e não há qualquer revolta externa por nossa parte, ou qualquer indignação em massa. Outra avaliação é que a família era de classe média, logo, uma super exposição na mídia.

Recentemente o membro do coletivo Tribus, Sebastião Everton foi indicado pelo Programa Fica Vivo para compor uma mesa num seminário internacional de jovens para prevenção à criminalidade, que aconteceu em Durban, na África. Everton sentiu de perto a influência da mídia nas suas atividades comunitárias e na sua vida. Um laço positivo segundo ele, foi à intensidade e valorização de um jovem de periferia que foi compor uma mesa da ONU, em um outro país; além disso, as energias positivas e de felicitações de crianças, jovens e/ou pessoas que anteriormente não tinha contato com o mesmo. Mas, de contra ponto, percebe que em alguns momentos as pessoas parecem não compreender que espaços ainda precisam ser preenchidos, caminhos ainda precisam ser abertos e direitos ainda precisam ser conquistados. Percebe que em alguns momentos as pessoas o colocam-no como se tivesse se vendido para a mídia.

O jovem não deve ser o principal agente da mudança, a sociedade tem que se responsabilizar por completude e não apenas achar que seremos os salvadores da pátria. Todos nós somos responsáveis e podemos construir um outro mundo possível.

Não somos somente agentes ou reprodutores da violência, somos também vítimas de uma sociedade que nos faz consumista e de uma mídia que ao invés de contribuir para que tenhamos razões para viver, expõem aspectos pejorativos, que nos indignam e fazem com que deixemos de ter perspectivas na vida.

Juventude(s) temos mil razões para viver!


Fonte: Texto de Sebastião Everton – Casa da Juventude – www.casadajuventude.org.br

ÁGUAS PARA A PAZ - PRÊMIO DA PAX CHRISTI INTERNACIONAL

18/10/2008 – 5ª Romaria das Águas de Sobradinho/BA

Com o tema Águas para a Paz nos foi entregue, no dia 18 de outubro, em Sobradinho (BA), o Prêmio da Paz 2008 Pax Christi Internacional. Três mil pessoas estiveram presentes de 10 estados, (incluindo os do Nordeste, receptores da Transposição do Rio São Francisco), da região e de outros países, como Peru, Alemanha, Áustria, Canadá e França. Como era também a 5ª Romaria das Águas, caminhamos 4 km, cantando sob a luz da lua, da cidade até a beira do Rio. Pelas mãos de pescadores, indígenas, quilombolas, sem-terras, atingidos por barragens, moradores de rua, religiosas, gente solidária de todo canto, fomos levar o prêmio ao Velho Chico. Razão da nossa luta, é ele o justo merecedor, pela vida que dá a milhões de brasileiros, como um verdadeiro pai. A placa dourada do prêmio, como um sacramento, ficará na Gruta do Bom Jesus da Lapa.

A Pax Christi na Europa e em outras partes é muito respeitada. Criada por católicos ao final da 2ª Segunda Guerra para promover a reconciliação e a paz entre franceses e alemães, tornou-se importante influência em processos de paz em todo o mundo. Com assento na ONU, hoje está presente em 60 países, envolvida na solução de conflitos. Pela terceira vez dá o prêmio a brasileiros. Os dois anteriores postumamente: a líder camponesa Margarida Alves e o embaixador Sergio Vieira. Pela primeira vez o prêmio, coletivo, foi entregue no país do premiado. Referendada por quase uma centena de entidades, a proposição foi do Serviço Paz e Justiça na América Latina (SERPAJ), do Nobel da Paz Pérez Esquivel.

Durante o dia estivemos em jejum e oração na Capela de São Francisco. Era a Jornada Mundial de Jejum e Oração pela Paz e Soberania Alimentar, dentro da Semana Mundial da Alimentação. Notícias de adesões chegavam de vários lugares. A fome aumenta escandalosamente em um mundo, em que a produção alimentar cresce como nunca, cada vez mais concentrada em poucas empresas globais que tendem a controlar as tecnologias e o mercado da comida. Nossa privação voluntária do alimento grita contra esse absurdo.

É inegável, o Prêmio significa reconhecimento internacional da nossa luta. E perturba o Governo Lula lá fora. Ele planta a idéia de que a Transposição é fato consumado. Porém, um ano depois, os militarizados canais não atingiram 2 km. A crise econômica ameaça esta e outras obras do PAC. O Supremo Tribunal Federal ainda não decidiu sobre o mérito da questão. Aliás, foram estes meus sentimentos na volta a Sobradinho: alegria pelo reconhecimento e indignação frente à teimosia das autoridades.

Dizem que a Transposição divide o Nordeste e que o “Rio da Integração” virou “Rio da Discórdia”. O prêmio Pax Christi sugere outra visão. Na verdade, somos um mesmo Semi-árido, na Bacia do São Francisco e no Nordeste Setentrional, buscando e criando por mãos populares, um modo alternativo e viável de vida e produção. Trata-se de “envolvimento” mais que de “desenvolvimento”. Quem promove a desintegração são as elites, com um “novo” regionalismo em torno da seca, em disputa por recursos públicos. Continuam as mesmas, oligárquicas e predatórias, tal como sempre foi a “indústria da seca”. A faraônica e interminável obra é sua principal cartada. A água, o bem mais precioso, virou moeda a se privatizar com a Transposição, para valorizar frutas nobres, “cana-de-etanol”, camarão e ligas de aço para exportação, especulação financeira e política. Tudo isso, para a o Rio e o povo pagarem a conta.

Estão sendo anunciados outros prêmios para nossa luta – Cidadão Mundial Kant (Alemanha) e Condômino do Planeta (Portugal). Continuamos na contracorrente de um mundo em crise sob domínio de minorias poderosas e inescrupulosas, que insistem em reciclar seu falido sistema. Para além dos mercados e novos apartheids, afirmamos a reconciliação e a paz entre pessoas, comunidades, regiões, com as águas, a terra e a natureza. Sofremos com a fragilização das mediações políticas e sociais, com a distorção dos canais de participação popular, mas estamos recuperando com o jejum e oração a Firmeza Permanente e a Não-Violência Ativa e Solidária, “armas dos desarmados”. Dimensões fundamentais da vida e da luta estão sendo redescobertas, como em Sobradinho, a alegria contagiante do povo.

Com renovado alento seguimos na interminável luta pela vida e pela dignidade dos homens e de toda a Criação, a caminho da Paz. Francisco de Assis, o Homem do Milênio, marca o caminho. Deus está conosco!

Dom Frei Luiz Flávio Cappio – Bispo de Barra/BA


Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição – www.franciscanos.org.br;
Fotos: Carmem Dolores, Elson Matias e Vânia Maranhão.

FRANCISCANOS/AS CONTRA A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO E ETANOL

17 a 19/10/2008 – 800 Anos do Carisma Franciscano

Um grupo formado por cerca de 1200 pessoas aproveitou a comemoração pelos 800 anos do movimento franciscano para realizar um gesto político.

Após percorrer a pé a Esplanada dos Ministérios, os leigos/as e religiosos/as foram recebidos no dia 19/10 pelo vice-presidente da República, José Alencar, e entregaram uma releitura da Carta aos Governantes, de São Francisco de Assis, com críticas ao modelo econômico mundial, à política de juros e aos agro-combustíveis.

Em meio às mensagens religiosas exibidas ao longo da caminhada, uma crítica à transposição das águas do Rio São Francisco se destacava com os dizeres: “Revitalizar Sim, Transpor Não. Todo Apoio a Dom Luiz Cappio e Movimentos Sociais”.

Dom Cappio, que em 2007 fez uma greve de fome de 24 dias em protesto contra a transposição do Rio São Francisco, foi premiado no dia 18/10 com o Prêmio pela Paz, da organização Pax Christi Internacional.

“Somos a favor de uma nova ordem econômica e política, que priorize um modelo de desenvolvimento com mais justiça social, com menos famintos, marginalizados, excluídos”, apontou a religiosa Maria Vilani, da Família Franciscana do Brasil (FFB).

No texto entregue ao vice-presidente, o grupo também critica a “exploração indiscriminada” dos recursos naturais em detrimento das comunidades tradicionais e das populações nativas.

“Há um uso abusivo de transgênicos e agro-combustíveis, ameaçando inclusive a segurança alimentar; é um modelo de desenvolvimento perverso”, afirmou Maria Vilani.

Após a leitura e entrega formal do documento, o grupo foi convidado pelo vice-presidente a subir a rampa principal e conhecer o Palácio do Planalto.


Texto: Agência Brasil – www.agenciabrasil.gov.br; Fotos: Lenivaldo Carvalho.

II JORNADA NACIONAL DE LUTA POR SOBERANIA ALIMENTAR E ENERGÉTICA

12 a 17 de Outubro de 2008 – Assembléia Popular e Via Campesina

De 12 a 17 de Outubro, nós que fazemos a Assembléia Popular e a Via Campesina, viemos às ruas em todo país para denunciar os altos preços da comida e da energia. O povo sabe que o preço da comida (feijão, leite, carne...) subiu muito. Mas, sabemos por que tanto aumento?

1) As empresas estrangeiras estão comprando as terras do Brasil para plantar e exportar cana de açúcar, soja e eucalipto, deixando pouca terra para que os agricultores plantem alimentos. Com isso, passamos a comprar de fora os alimentos que podemos produzir aqui como o caso do trigo de que é feito o nosso pão, mais de 80% vem de fora;

2) As empresas estrangeiras estão se apropriando da nossa água e de nossa energia. Aqui na Paraíba, a Saelpa, empresa de energia, foi privatizada, ou seja, vendida para uma empresa portuguesa, a Cataguases Leopoldina com sede em Minas Gerais. Depois disso as contas de energia não pararam de subir. Em agosto as contas anunciavam que teríamos uma surpresa no final do mês, e tivemos: o nome Energisa e o aumento de 15,77%;

3) A Energisa, empresa que mais lucra no Estado da Paraíba, além de trocar os medidores, enganar o povo com o “Projeto Comunidades”, vem desrespeitando a Tarifa Social. O que é isso? É um direito que o povo tem, basta consumir de 80 até 220 KW e ir à Agência com fotocópia de RG e CPF e uma auto-declaração, para que a empresa no mês seguinte faça descontos que vão de 10% a 65%.

Para que possamos ter informação e nossos direitos garantidos precisamos nos organizar e ir pra rua, por isso a Assembléia Popular chama você a se organizar, em seu bairro, escola, sindicato, igreja para lutar por comida e energia barata.

Água e Energia não são Mercadoria! O Preço da Luz é um Roubo!


Assembléia Popular e Via Campesina – PB

GRITO CONTINENTAL DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS

12 de Outubro de 2008 – “Por Trabajo, Justicia y Vida”

O Grito dos Excluídos é uma grande manifestação popular para denunciar todas as situações de exclusão e assinalar as possíveis saídas e alternativas. Que no dia 07 de setembro (no Brasil) e no dia 12 de outubro em toda a América, há 12 anos, mobiliza milhões de pessoas sob o lema “Por Trabajo, Justicia y Vida”.

Antes de tudo, é uma dor secular e sufocada que se levanta do chão. Dor que se transforma em protesto, cria asas e se lança no ar. De ponta a ponta do país ou do continente, o povo solta ao vento o seu clamor, longamente silencioso e silenciado. É um grito que ganha os ares, entra pelas portas e janelas, toma os espaços.

Tem como objetivo unificar todos os gritos presos em milhões de gargantas, desinstalar os acomodados, ferir os ouvidos dos responsáveis pela exclusão e conclamar todos à organização e à luta. É o grito dos empobrecidos, dos indefesos, dos pequenos, dos sem vez e sem voz, dos enfraquecidos - numa palavra, o grito dos excluídos. Quer ser uma instância articuladora, animadora e interpeladora dos movimentos sociais; um espaço facilitador das diversas lutas e demandas sociais.

O Grito ocorreu em países como: Argentina, Paraguai, Chile, Peru, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Porto Rico, República Dominicana, Brasil, Bolívia e Cuba.

Nossas Vozes, nossos direitos. Por um mundo sem muros!
Pela integração dos Povos e pela Cidadania Universal!


Fonte: Secretaria Continental Grito dos Excluídos – www.gritodosexcluidos.com.br

3ª FESTA DOS/AS MÁRTIRES DA CAMINHADA LATINO-AMERICANA

11/10/2008 – “Mulheres e homens de fé, à serviço do Reino da Vida”

“Venham todos, cantemos um canto que nasce da terra,
canto novo de paz e esperança, em tempos de guerra.”

(Zé Vicente – CE)

Numa comunhão de afeto, memória e compromisso, nossos corações se encheram de alegria e de paixão quando celebramos, no dia 11 de Outubro a 3ª Festa dos/as Mártires da Caminhada Latino-Americana. Esta Festa-Celebração é como uma semente lançada na terra, um dia ela brotará, regada com o sangue dos/as mártires, das santas testemunhas, de ontem e de hoje.

Celebramos todos os/as mártires, de todas as religiões, de todas as Igrejas, da América Latina, de todos os sonhos e lutas da causa da vida, da justiça, da paz, que para nós são as Causas do Reino da Vida.

Para nós, o martírio é a expressão da nossa Caminhada, da Caminhada das CEBs, da Caminhada do Povo de Deus, pelos caminhos da América...!

A Festa dos/as Mártires da Caminhada Latino-Americana acontece desde 2006, em Santa Rita–Paraíba, no dia 11 de Outubro, para manter viva a memória de tantos e tantas mártires da América Latina e do Caribe, sacrificados/as particularmente ao longo destas décadas de ditaduras militares e das políticas neoliberais de exclusão e marginalização social.

Vivenciar em nós a mística pascal do martírio e assumir as Causas pelas quais tantos irmãos e irmãs deram, com sua morte, a prova maior, é um dos objetivos desta Festa-Memória Pascal.

Texto e Cartaz: Elson Matias; Fotos: João Paulo

ELEIÇÕES: CADA VEZ MAIS DESPOLITIZADAS E REBAIXADAS

Estamos assistindo um crescente processo de despolitização de nossas eleições. Durante vários anos, havia uma forte percepção de que a esquerda brasileira avançava a cada processo eleitoral. Mesmo em disputas municipais, onde predominavam os problemas locais, era possível identificar um debate político que traduzia concepções de projetos distintos para o país. Cada pleito era a oportunidade de ocupar novos postos, propagandear idéias e avançar na perspectiva de finalmente conquistar a presidência da república.

Porém, o que era um meio tornou-se um fim em si mesmo. Essas eleições municipais – as mais despolitizadas dos últimos tempos – confirmam o esgotamento desse ciclo político. Com raras exceções, a disputa de prefeituras e vereanças em todo o país converteu-se apenas num momento privilegiado para difundir maciçamente a ideologia conservadora, de direita. Ao longo da campanha eleitoral, não se debateram projetos políticos. As eleições municipais não contribuíram para desenvolver o sentido crítico do povo em relação ao sistema e fortalecer sua capacidade de mobilização, ou seja, sua vontade de tomar para si a construção do próprio destino. Tampouco fortaleceram a capacidade de organização popular.

A presença de militantes nas campanhas eleitorais é cada vez mais escassa –, e, quando existe, esvaziada de seu grande potencial que é exatamente a força numérica –, revela-se impotente diante do arsenal dos marqueteiros profissionais. Problemas estruturais da sociedade tornam-se problemas administrativos a serem resolvidos somente nos marcos institucionais existentes. Qualquer tentativa de romper essa lógica é imediatamente desqualificada. As relações de poder que moldam por dentro a sociedade ficam intocadas. No máximo, levanta-se a bandeira da ética, cada vez mais banalizada e distante dos verdadeiros problemas nacionais.

A blindagem jurídica construída nestes anos de neoliberalismo fecha portas para qualquer mudança estrutural. O exemplo principal é a Lei de Responsabilidade Fiscal. Os administradores ficam engessados, obrigados a priorizar os compromissos com os bancos e o capital financeiro. As margens de decisão política tornam-se estreitas e podem ser exercidas somente se não afetarem as bases determinantes da política e da economia.

Neste contexto, as propostas administrativas pouco se diferenciam. Privatizar rapidamente ou de forma gradual? Destruir os serviços públicos ou enfraquecê-los aos poucos? O Estado tornou-se refém da acumulação financeira, e as instituições políticas – embora conservando características formais de uma democracia – perderam a conexão com as demandas por uma nação mais digna e uma vida melhor para a maioria do povo. Temos no Brasil um Estado cada vez mais preparado para reprimir os movimentos sociais e favorecer os grandes grupos econômicos, porém impermeável a qualquer proposta de transformação.

Outro fator para a despolitização é a legislação eleitoral. As regras da institucionalidade eleitoral pasteurizam os projetos políticos, disseminando a mensagem ideológica conveniente ao projeto de dominação de que “todos são iguais”. Os candidatos se conformam numa massa indistinta e o discurso aparentemente radical pode aparecer na boca dos mais conservadores.

Mas a grande característica dessas eleições foi a ausência de um projeto popular capaz de se colocar como uma alternativa nacional. Por todo o país surgiram candidaturas isoladas que se esforçaram neste sentido, mas quase sempre foram engolidas pela dinâmica despolitizadora. As tentativas de utilizar os parcos segundos no horário eleitoral gratuito para propagandear idéias acabam sendo tragadas pela lógica da banalização. O trágico é que esse esforço acaba consumindo as principais energias e recursos de inúmeros lutadores e lutadoras populares.

As eleições municipais confirmaram uma tendência já perceptível em 2006. A luta eleitoral já não cumpre o papel de unificar as forças populares, como fez nos últimos trinta anos. Mais uma vez se comprova que a unidade entre as forças e organizações de esquerda somente será possível em torno de ações e lutas de massa e na construção de um programa mínimo que contemple as bandeiras de um projeto popular.

Se não formos capazes de unificar as forças populares em torno de lutas, ações e campanhas, não conseguiremos romper a armadilha em que se converteu a luta eleitoral.

O futuro não pode ser a perpetuação do presente. Não podemos permitir que esse cenário se reproduza, ainda mais trágico, nas eleições de 2010. Para os lutadores e lutadoras populares, a principal tarefa é organizar, formar politicamente o povo e construir um projeto popular para o Brasil.


Fonte: Jornal Brasil de Fato (Edição 293) – www.brasildefato.com.br

ENCONTRO DIOCESANO CELEBRATIVO-CULTURAL DAS CEBs

Irmãos e irmãs, Companheiros e companheiras, Queridas Comunidades,

Com nossos cumprimentos, na graça e paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo, Vivo e Libertador, convidamos vocês para participarem do ENCONTRO DIOCESANO CELEBRATIVO CULTURAL DAS CEBs – Arquidiocese da Paraíba. O tema do nosso Encontro será “CEBs: Vida e Missão, um Grito por Libertação”, e o lema, “Eu vi, ouvi e desci para libertar o meu povo.” (Ex 3, 7-8).

O Encontro será promovido pela Comissão Diocesana das CEBs, juntamente com as pastorais, movimentos e grupos de nossa diocese, além de outros companheiros e companheiras de Caminhada, e será realizado no dia 28 de Setembro de 2008, na Escola Estadual José Guedes Cavalcanti, em Cabedelo/PB, das 08:00 as 17:00hs.

Do Litoral ao Agreste, da Várzea ao Vale do Mamanguape, da Praia aos Conjuntos, do Campo e da Cidade, de todos os cantos ecoam gritos por Vida e Libertação, somados às inúmeras motivações para a realização deste Encontro: Centenário de Dom Hélder Câmara; 40 anos da Conferência de Medellín; 5º Nordestão das CEBs; 20 anos de Romaria da Terra e de São João dos/as Animadores/as; 25 anos do Martírio de Margarida Maria Alves; 30 Anos do 3º Intereclesial Nacional das CEBs, realizado na Paraíba; 45 anos da Morte do Papa João XXIII; 20 anos do Martírio de Zé de Lela e de Chico Mendes...;

Cheio de sonhos, lutas e esperanças, o barco das CEBs segue seu percurso, rumo a Cabedelo. Nesse barco cabem todas e todos, na esperança dos valores do Reinado de Deus, continuando nossa Missão de defender a Vida, denunciar a morte e alimentar a Esperança.

Renovados/as pelo Espírito Divino, fiéis a Jesus Cristo e em atitude permanente de abertura ao novo que teimosamente há de vir, continuemos sendo anunciadores/as da Boa Notícia do Reino que é tarefa a ser concluída no mutirão dos/as que aprenderam a sofrer, cantar, rir, lutar, chorar, dançar, amar e resistir. Continuando nossa viagem nesse barco que agora nos leva a Cabedelo, para o Encontro Diocesano Celebrativo-Cultural das CEBs. Por que a missão continua, e com ela o Grito pela Vida!

Invocamos a benção da Trindade, a melhor Comunidade.
Amém! Axé! Awêre! Aleluia! Oxênte!


Comissão Diocesana das CEBs – Arquidiocese da Paraíba.

UNIÃO E ESTADO DA PARAÍBA SÃO PROCESSADOS POR NÃO AJUDAR DESALOJADOS POR BARRAGEM

Uma nova ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB), com pedido de liminar, contra o estado da Paraíba e a União, por não terem assistido de forma adequada as pessoas desalojadas com a construção da Barragem de Acauã. A primeira ação foi apresentada à Justiça Federal em 2005, para assegurar a devida proteção às comunidades Cajá, Melancia, Costa, Pedro Velho, Água Paba e Riachão.

O MPF na Paraíba pede, por liminar, que a Justiça Federal mande o estado pagar uma remuneração mensal de um salário mínimo às famílias atingidas pela barragem até a constatação que estejam construídas estruturas de produção que assegurem trabalho e renda à comunidade.

Além disso, o MP também solicita que o estado da Paraíba faça, em 60 dias, o cadastramento social de todos os moradores atingidos pelas barragens, para avaliar a situação de emprego e renda dessas pessoas e inseri-las nos programas sociais do governo, bem como regularize a propriedade dos que receberam casa nas agrovilas.

A Barragem de Acauã foi concluída em 2002 e está localizada no Rio Paraíba, entre os municípios de Aroeiras, Itatuba e Natuba. Ela ocupa uma área de 1.725 hectares e causou o deslocamento de 4,5 mil pessoas, ou cerca de 800 famílias, que tiravam seu sustento do rio. Os povoados foram completamente inundados.

Para o MPF, a remoção das comunidades desestruturou a economia das famílias, que ficaram sem uma atividade produtiva, além de terem sido encaminhadas para conjuntos habitacionais sem serviços e atividades essenciais. A situação precária foi constatada pelo Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CNDDPH), vinculado ao Ministério da Justiça, durante visita aos assentamentos no ano passado. O conselho considerou a situação dessas pessoas como uma das mais graves entre os atingidos por barragens.

A obra do reservatório, orçada em aproximadamente R$ 55 milhões, foi 90% financiada pelo governo federal e 10% pelo governo estadual.


Fonte: Agência Brasil; MAB Nacional: http://www.mabnacional.org.br

UM AGRADECIMENTO AOS/AS AMIGOS/AS E APOIADORES/AS DO MST

Amigos/as e apoiadores/as da luta pela terra no Brasil e no exterior,

Nos últimos meses, o Ministério Público estadual do Rio Grande do Sul - articulado com o Governo do Estado, o latifúndio e grandes empresas transnacionais – desencadeou uma ofensiva pretendendo dissolver o MST, fechar escolas nos assentamentos e desalojar centenas de trabalhadores rurais assentados em projetos de reforma agrária. Em sua arrogância, alguns promotores de justiça afirmavam que as medidas deveriam ser tomadas sem considerar a opinião pública.

Alguns promotores de justiça decidiram levar adiante a ofensiva contra as organizações populares. Conseguiram algumas decisões judiciais e desalojaram famílias de suas terras. No entanto, ao contrário do que eles esperavam, a reação popular na defesa dos trabalhadores foi mais forte do que suas pretensões. Foram milhares de manifestações vindos de todo o Brasil e do exterior. Entidades, organizações, partidos, autoridades, parlamentares, homens e mulheres indignados com a postura autoritária e violenta do Ministério Público e da Brigada Militar. Aconteceram também inúmeros atos públicos de apoio e solidariedade em diversos estados e países.

Graças a estas manifestações, o Ministério Público Estadual foi obrigado a recuar em suas posições e publicamente alterar o documento em que defendiam a dissolução do MST.

As ações violentas da Brigada Militar foram denunciadas na Organização dos Estados Americanos (OEA) e no Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), na Secretaria Especial de Direitos Humanos. O Conselho Nacional de Proteção à Pessoa Humana criou uma Comissão Especial e visitou o Rio Grande do Sul. As denúncias também foram objeto de duas audiências no Congresso Nacional, na Comissão de Direitos Humanos do Senado e na Comissão de Participação Legislativa da Câmara dos Deputados.

O Movimento Sem Terra é imensamente grato a todas as manifestações de apoio e solidariedade, tenham sido elas públicas ou um simples gesto, uma pequena mensagem de apoio.

O apoio e solidariedade recebida nos anima e nos fortalece. Com o apoio e ajuda vamos enfrentar este processo de criminalização que ainda não se encontra encerrado, pois oito trabalhadores rurais ainda estão sendo processados na Justiça Federal com base na Lei de Segurança Nacional.

Agradecemos todas as manifestações e retribuiremos com a produção de alimentos em nossos assentamentos, com a educação de nossos sem terrinhas nas escolas, com a dignidade da participação democrática e coletiva de milhares de homens e mulheres organizados no Movimento Sem Terra, e com o compromisso de lutar sempre por uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária,

Um caloroso abraço,


Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – http://www.mst.org.br

CAMPANHA "O PREÇO DA LUZ É UM ROUBO!"

A Assembléia Popular Nacional vem construindo o debate e a luta da questão energética no Brasil há bastante tempo. A primeira vez que esse debate se tornou mais conhecido, foi na tentativa de denunciar as altas taxas de energia cobradas aos/as cidadãos/ãs em contradição com os privilégios que as grandes empresas dispõem. Foi exatamente em 2007 no plebiscito da Vale, em que trouxemos a questão para que o povo opinasse. Em 2008 o conjunto dos debates, das mobilizações e formações é na tentativa de garantirmos ao maior número de pessoas (18 milhões de brasileiros/as) a chamada “Tarifa Social”, garantida por lei sob a forma de liminar, na qual todos/as aqueles/as que consomem até 220 kW serão considerados automaticamente como “Tarifa Social”, o que significa desconto que podem chegar até 65%.

Aqui na Paraíba, a Assembléia Popular vem travando uma luta com a empresa que mais lucra no estado, a ENERGISA (antiga SAELPA), do grupo Leopoldina Cataguazes, sediado em Minas Gerais, mas com capital estrangeiro Português. A ENERGISA tem se recusado a receber as auto-declarações que garantem ao povo o direito à Tarifa Social. Por outro lado seguimos na realização de dezenas de Assembléias Populares em vários municípios, em que além da mobilização em torno das entregas de auto-declaração, também alertamos para a forma dissimulada, manipuladora e criminosa com que a Energisa vem tratando o tema da energia, em especial aos mais pobres através de seu cartão de visitas, o “Projeto comunidades”.

Ainda não bastassem essas, e outro conjunto de problemas causados a população, esse quadro se agrava com mais um golpe certeiro no bolso do povo. No dia 27 de agosto, a Energisa reajustou o preço da energia em 15,77%, motivo esse que gerou revolta e indignação aos movimentos sociais populares e a sociedade em geral. Sessões especiais na Assembléia Legislativa e na Câmara de Vereadores/as de João Pessoa marcaram a disposição e o sentimento de repúdio a uma empresa que tem como figura maior o seu presidente, Marcelo Rocha, símbolo da ganância, da ameaça e da arrogância, expressa em frases como: "é melhor uma energia cara e boa do que uma escuridão barata”.
Por isso afirmamos que o momento nos exige levar a indignação adiante, e com um plano de ações que tenham as ruas e as comunidades como foco, realizando Assembléias Populares mais amplas possíveis.


Fonte: Rede Jubileu Sul Brasil / Assembléias Populares da Paraíba – http://www.jubileubrasil.org.br

20ª ROMARIA DA TERRA - ARQUIDIOCESE DA PARAÍBA

Reforma Agrária e Justiça Social – 20 anos de Caminhada em Defesa da Vida

“Bendita e louvada seja esta santa romaria...” (Zé Vicente)

Entre os dias 20 e 21/09, aconteceu pela 20ª vez a “Romaria da Terra” organizada pela Comissão Pastoral da Terra e pelo Setor Social, da Arquidiocese da Paraíba. Desta vez, foi na Região Agreste, do município de Ingá até a Fazenda Quirino (em Juarez Távora), tendo um percurso de 14 km.

A Romaria iniciou-se as 20:00hs com a Acolhida aos Romeiros e Romeiras. Após houve uma Celebração Eucarística, presidida por Dom Tomás Balduíno (arcebispo emérito de Goiás e conselheiro da CPT) e co-celebrada por muitos padres da Diocese, além do querido Frei Anastácio (atual superintendente do INCRA-PB). As Comunidades rurais e urbanas celebraram a vida, a memória e a história do Povo de Deus e do Deus do Povo. A Comissão Diocesana das CEBs entrou com a Palavra de Deus ladeada por quatro tochas feitas pelas Comunidades. No ofertório, os/as agricultores/as ofereceram os frutos do trabalho da Mulher e do Homem.

Ao som de “Já chegou a hora, tempo de alegria, festa dos pequenos nesta grande Romaria” (Zé Vicente) os romeiros e romeiras iniciaram a caminhada até a 1ª parada, na Fazenda Balanço, onde partilharam o lanche e dançaram ciranda e forró com o padre Rui Braga. Já haviam andado seis quilômetros e meio. Destacavam-se no meio do povo as bandeiras dos movimentos sociais: MST, MAB, CPT, MOTU, MMC. Prosseguindo a caminhada, por mais cinco quilômetros, a Romaria fez a 2ª parada na Comunidade de Goiti, onde os/as trabalhadores/as partilharam com os/as romeiros/as o café quentinho, com beiju e bolacha.

Três quilômetros depois da parada, já raiando o dia e o sol já chegando, os romeiros e romeiras adentraram a Fazenda Quirino, destino da 20ª Romaria da Terra. Junto com os/as moradores/as foi plantando um grande cruzeiro, e abençoado o fogo e água, e foram distribuídas muitas fitinhas coloridas com a inscrição: “20 anos de Romarias em Defesa da Reforma Agrária”. Dom Tomás Balduíno pediu a bênção de Deus para o povo, Frei Anastácio falou sobre o processo de desapropriação da Fazenda Quirino, e todo o povo se comprometeu a prosseguir na luta pela terra, pelas águas, pela Vida.

Que nossos/as mártires Margarida Alves, Bila, Zé de Lela, Zé Silvino, Antônio Chaves, Sandoval, Joaquim Teotônio, Nêgo Fuba, Pedro Fazendeiro... e tantos/as outros/as nos dê cada vez mais a mística do exemplo. Vamos segui-los/as na romaria cotidiana, que é mais um passo rumo à Terra Prometida.


Texto: Elson Matias

ALTA NO PREÇO DOS ALIMENTOS AGRAVA PROBLEMA DA FOME NO MUNDO

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou no dia 18 de Setembro, que os altos preços dos alimentos levaram mais 75 milhões de pessoas a passar fome no mundo.

De acordo com a FAO, o total de famintos em 2007 aumentou para 923 milhões, quando em 2005 eram estimados em 848 milhões. Um aumento preocupante, sendo que no período entre 1992 e 2003 o aumento de famintos no mundo havia crescido em seis milhões.

A região onde a fome se agravou mais é a Ásia e o Pacífico, com 41 milhões de novos desnutridos. Na América Latina e Caribe, a FAO estima que o aumento foi da ordem de seis milhões.

O comunicado da FAO aponta que os preços crescentes dos alimentos, dos combustíveis e dos fertilizantes foram os responsáveis pelo agravamento da situação. “Os alimentos aumentaram até 52 por cento entre 2007 e 2008, e o preço dos fertilizantes quase dobrou no ano passado”, afirma a nota.

A FAO também revela que a disparada de preços reverteu os progressos feitos para se atingir o primeiro “Objetivo do Milênio” de reduzir pela metade o número de pessoas com fome no mundo. Pelos novos cálculos, o alcance da meta até 2015, está cada vez mais distante já que agora seria necessário reduzir o número de famintos em 500 milhões.

Além disso, a tendência negativa também coloca em risco os outros “Objetivos do Milênio”. Segundo a FAO, é necessário romper o círculo vicioso da fome e da pobreza, agindo em duas frentes. Fazer com que a população mais pobre e vulnerável tenha acesso a alimentos e ajudar os pequenos produtores a aumentar sua produção e renda.

Ainda de acordo com a FAO, os países mais atingidos pela crise dos alimentos, a maioria na África, vão precisar de pelo menos US$ 30 bilhões por ano para garantir a segurança alimentar da sua população e reativar os sistemas agrícolas.


Texto: Agência Brasil – Foto: Pe Afonso.

7 DE SETEMBRO - """INDEPENDÊNCIA""" DO BRASIL

GRITO DOS/AS EXCLUÍDOS/AS REÚNE 800 PESSOAS EM SANTA RITA/PB

Na tarde deste domingo (07 de setembro), pela 14ª vez em nível nacional, ecoou por todos os recantos deste nosso Brasil o “Grito dos Excluídos e Excluídas”. Em Santa Rita/PB, pelo 7º ano consecutivo, as CEBs, movimentos e organizações sociais e populares foram às ruas reunindo 800 pessoas em Marcha Popular. Esse ano, os/as participantes refletiram o lema: “Vida em Primeiro Lugar – Direitos e Participação Popular”, enfatizado a partir de 4 blocos na Marcha: 1) Ecologia e Saúde; 2) Educação e Cultura; 3) Trabalho e Terra; 4) Violência e Segurança;

Na mística de abertura, foi refletida a luta da Classe Trabalhadora contra a classe dominante. De um lado, Capital, Latifúndio, Monocultura, Estado e Mídia. Do outro, Estudante, Trabalhador Rural, Mulher, Menor e Operário. Na medida em que os poderosos avançavam com suas acusações, a classe trabalhadora recuava, mas logo respondia com as palavras de ordem denunciando as injustiças e lutando contra a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. O 7º Grito dos/as Excluídos/as de Santa Rita-PB foi declarado aberto quando, na mística, a Classe Trabalhadora derrotou a classe dominante, ao som do Hino Nacional Brasileiro, e com a palavra de ordem: “Pátria Livre! Venceremos!”.

A Marcha Popular do Grito dos/as Excluídos/as prosseguiu passando pelas principais ruas do Alto das Populares, reunindo camponeses, leigos/as da Igreja Católica, trabalhadores/as urbanos/as, padres, sindicalistas, educadores/as, freiras, crianças, estudantes, catadores/as de material reciclável, sem-terra, idosos/as, mulheres, sem-teto, ambientalistas, operários/as, jovens, artistas, juristas populares, desempregados/as... enfim, pessoas dos mais diversos segmentos sociais excluídos, que compõem a Classe Trabalhadora deste país.

Durante todo o percurso, foram cantadas músicas da luta do povo, como também palavras de ordem e paródias, enfatizando a questão da Defesa da Vida, dos Direitos sociais e da Participação Popular. Nas paradas, fizeram intervenções de agitação e propaganda em relação à criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. Em frente à Energisa (distribuidora de energia da região) fazendo protestos em relação aos altos preços da energia elétrica – no último mês, o preço da energia sofreu aumento de 15,77% na Paraíba – e em frente ao Banco Bradesco (principal acionista da Vale), em relação à privatização da Vale do Rio Doce.

A Marcha Popular do 7º Grito dos/as Excluídos/as encerrou-se na praça principal da cidade, onde os/as participantes repudiaram a urbanização desenfreada das cidades, representada pelo não-plantio de três mudas de Nim (planta resistente à seca, originária da Índia), por falta de lugar para plantá-las. Mesmo assim, dançaram, cantaram, festejaram e se abraçaram, na esperança das lutas da Classe Trabalhadora, do Povo Brasileiro, engrossando o Mutirão por um Projeto Popular para o Brasil, que garanta os Direitos Sociais com Participação Popular, e onde a Vida esteja em primeiríssimo lugar.


Texto: Elson Matias – Fotos: Carmem Dolores e Danielson Lima.

MST ASSINA MANIFESTO CONTRA AGRESSÕES FASCISTAS NA BOLÍVIA


Um grupo de intelectuais, ativistas e lideranças de movimentos sociais e políticos de vários países divulgaram um manifesto em defesa do presidente da Bolívia, Evo Morales, e em repúdio às agressões fascistas contra a democracia.

O integrante da direção nacional do MST, João Pedro Stedile, assinou pelo movimento o manifesto , que repudia "atos de vandalismo organizados pela oligarquia e grupos fascistas de Santa Cruz, que tentam provocar uma guerra civil ou um golpe de Estado".

Depois de uma intensificação de atos de desrespeito ao governo de La Paz e de ameaças físicas ao presidente Evo Morales, os oposicionistas passaram à guerra aberta contra o Estado boliviano na semana passada. Foram atacados, destruídos e roubados pelos golpistas escritórios do governo federal e saqueadas feiras e mercados populares de indígenas. A escalada de violência da oposição deixou pelo menos 30 pessoas mortas por grupos opositores armados.

Com a escalada de violência das forças golpistas, o presidente expulsou o embaixador americano em La Paz, Philip Goldberg, que se reunira 15 dias antes, a portas fechadas, com o governador Rúben Costas, de Santa Cruz. Goldberg representou os Estados Unidos na Bósnia de 1994 a 2000 e no Kosovo de 2004 a 2006, incentivando o desmembramento da Iugoslávia. No ano passado, posou em uma foto ao lado de um paramilitar colombiano.

Abaixo, leia o manifesto e os nomes dos signatários. Para aderir, envie uma mensagem para anacecena@gmail.com .

A Bolívia enfrenta o maior atentado contra a democracia e a constitucionalidade. Repudiamos os atos de vandalismo organizados pela oligarquia e grupos fascistas de Santa Cruz, que tentam provocar uma guerra civil ou um golpe de Estado. Defendemos punição aos responsáveis e esperamos que a oposição mantenha seus pleitos por meios legais e democráticos. Não nos manteremos impassíveis frente a estes acontecimentos. Estamos comprometidos com a democracia, a justiça e a autodeterminação dos povos e as defenderemos em qualquer parte do mundo. Hoje é na Bolívia. E Estamos com a Bolívia.

Alemanha
Dario Azzellini, Christian Russau, Eugen Bruder, Amigos del Perú Amazónico, Walter Lingan

Argentina
Miguel Mirra, Susana Moreira, Atilio A. Borón, Emilio Taddei, Víctor Ego Ducrot, Mopassol, Juan Roque, Telma Luzzani, Julio Gambina, Rina Bertacini, ATTAC – Argentina, Diálogo 2000, Nora Cortiñas, Jubileo Sur Amèricas, Mosip-capitulo argentino ASC, Juan González (Secretario de Integración regional CTA nacional), Jorge Carpio, Foro Ciudadano de Participación por la Justicia y los Derechos Humanos, Bibiana Apolonia Del Brutto, Susana Stilman-Mujeres Trabajando, Marcha Mundial de Mujeres-Argentina, Silvia Graciela Fois, Alberto Enrique Ortiz, Lautaro Manuel Ortiz, Jerónimo Ortiz, Clara Algranati, José Seoane, MOCASE Via Campesina, Movimiento Nacional Campesino Indígena, Leandro Andrini, Cristina Castello, Ricardo Dessau, Carlos Aznárez, Raul Isman, Javier Echaide, Aldo Casas, Mara Kalutich, Liliana Pertuy

Austrália
Tim Anderson

Bélgica
Eric Toussaint, Comite por la Abolición de la Deuda del Tercer Mundo, Michel Collon

Brasil
MST, João Pedro Stedile, Theotonio Dos Santos, Roberto Leher, Plinio de Arruda Sampaio Jr., Confederación Sindical de Trabajadores/as de las Americas, Marcha Mundial de las Mujeres, REMTE, Rede Social de Justica e Direitos Humanos, Marcelo Carcanholo, Bernardo Mançano Fernandes, Héctor Alimonda, Natalia Paulino, Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae, Laboratório de Estudios de Movimentos Sociales e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense, Carlos Walter Porto-Gonçalves, Emir Sader, Patricia Chaves, Jubileu Sul Brasil, Roberto Efrem Filho, Estrella Bohadana,

Canadá
Michel Lebowitz, Pueblos En Camino, Foro Social de Toronto-Canada, Janet Conway, Judy Rebick y Carlos Torres, Pierre Mouterde,

Chile
Marta Harnecker, Rafael Agacino, Graciela Galarce, Orlando Caputo, Francisco Lussich

Colômbia
Juan Manuel Roca, Gilberto Herrera Stella, Emmanuel Rozental, Consejería de la Asociacion de Cabildos Indígenas del Norte del Cauca, Alianza Social Continental, Movimiento Nacional por la Salud y la Seguridad de Colombia, Asociacion Latinoamericana de Medicina Social, Mauricio Torres, Federación Nacional de Cooperativas Agropecuarias, Jairo Rodrigo Rubio

Costa Rica
Roberto Herrera, Asociación Servicios de Promoción Laboral, Ignacio Dobles Oropeza, Comisión Nacional de Enlace

Cuba
Aurelio Alonso

Equador
María Augusta Calle (Presidenta de la mesa de soberanía, relaciones internacionales e integración latinoamericana en la Asamblea Constituyente), Ecuador Decide, Paulina Muñoz, SERPAJ Ecuador, Helga Serrano, ACJ Ecuador, Osvaldo León, Sally Burch, Eduardo Tamayo, José N. Mármol

El Salvador
Raúl Moreno, Red Sinti Techan, Unidad Ecológica Salvadoreña, Estado Español
Juan Carlos Monedero, Francisco Fernández Buey, Javier Gimeno Perelló, Manuel Chaparro, EMA RTV, Montserrat Ponsa, Mario Lucarda, Pedro López López, Tom Kucharz, Ecologistas en Acción, Isabel Vargas Reguer, Mónica Vargas, Xarxa de l'Observatori del Deute en la Globalització,

Estados Unidos
Immanuel Wallerstein, Grassroots Global Justice Alliance,

França
Juan Carlos Bossio Rotondo, Yole Risso Bossio, Helia Caceres, France Amérique Latine, Christian Azais, Jean-Pierre Missistrano, Cathy Garcia, Maggy De Coster
Guatemala
Mesa Global, Simona Yagenova, Asociación de desarrollo de comunidades y de las autoridades tradicionales del pueblo MAM de San Miguel Ixtahuacan,

Haiti
Camille Chalmers

Holanda
Antoni Verger, Mario Novelli

Honduras
Wendy Cruz Sanchez

Italia
Annalisa Melandri, A Sud, Confederación COBAS, Guiducc Lorenzo, Valentino Morandini, Gavino Como, Gianluca Bifolchi, Mauro Cassano, Elio Bonomi, Giuseppe Angiuli, Roberto Musilli, Valerio Lupini, A Sud,

Martinica
Edouard Jean-Elie

México
Ana Esther Ceceña, Enrique Leff, José Francisco Gallardo, Angel Guerra, Ricardo Melgar, Manuel Pérez Rocha, Enrique Rajchenberg, Gudrun Lohmeyer, Carlos Lenkersdorf, Alicia Castellanos, Gilberto López y Rivas, Carlos Fazio, Observatorio Latinoamericano de Geopolítica, Alberto Arroyo, Fernando Buen Abad, Beatriz Stolowicz, Carlos Beas, Magdalena Gómez, José Luis Ávila, Aldo Rabiela, Dolores González Saravia, Red Mexicana de Acción frente al Libre Comercio, Marco Antonio Velázquez, Comité Mexicano de Solidaridad con Bolivia, José Steinsleger, Ma. Guadalupe Guadarrama Huerta, Benjamín Tirado, Jaime Estay, Red Nacional Genero y Economía, Marcha Mundial de las Mujeres, Mujeres por el Diálogo AC, Siembra AC, Leonor Aída Concha, Maricarmen Montes C, Rosa Barranco, Angeles González, Lourdes del Villar, Elizabeth Alejandre, Graciela Tapia, Virginia Bahena, Cecilia Bonilla, Marianela Madrigal, Teresina Gutiérrez-Haces, Ezequiel Maldonado López, Héctor de la Cueva, Centro de Investigación Laboral y Asesoria Sindical, Federico Manchón, Aida Lerman, Frente Autentico del Trabajo, Ezequiel Garcia Vargas, Hilda Ramirez Garcia, José Luz Trejo Torres, Cándido Cerón Hernández, Gabino Jimenez, Movimiento Mexicano de Solidaridad con Cuba, Comité de DH "Asís", Héctor Martínez, Ericka Navarro, Rodolfo Castillo, Lucía García, Isabel Pichardo, Josefina Ponce, Juana Quevedo, Alejandro Castillo, Pilar Puertas, Colectivo Cosme Damian, Jaime Cota Aguilar, CITTAC, Dalia Ruiz Avila, ALAMPYME, Adán Rivera, René Fernández, Ciudadanos en Apoyo a los Derechos Humanos A.C., Consuelo Morales Elizondo, CADHAC, Mario Bladimir Monroy Gómez, Paula Ramírez, MACONDO, Raymundo Reynoso, AMATE, Julieta Reynoso, Alejandro Javier Herrera, Arte en Rebeldia, Seeking Heaven Crew, Iniciativas para el Desarrollo de la Mujer Oaxaqueña AC, Josefina Morales, Berenice Ramírez, Hilda Puerta, Germán Sánchez, Irene Maestro, Juan Arancibia, Juliana G. Quintanilla, José Martínez Cruz, Marco Palma, Roberto mendoza, Paloma Estrada, Claudia Ortiz, Alejandra Domingo, Bertha Schulte, Fernando Quiroz, Comisión Independiente de Derechos Humanos de Morelos, Convergencia Sindical y Social, Gisela Espinosa Damián, Carlos Rodríguez Wallenius, Luciano Concheiro, Bia´lii - Asesoría e Investigación A.C, Ma. Guadalupe Sánchez Corona, Elizabeth Camacho González, Boris Omar Sánchez, Bertha Sánchez Corona, Juan Luis Toledo, Colectivo Conciencia Social, Otros Mundos AC, Convergencia de Movimientos de los Pueblos de las Américas, Mariel Mansilla, Jesús María Serna Moreno, Karla Elia Mosqueira Valencia, Heriberto Rodriguez, Rocio Mejia, REDGE, Victor Soler, Mariana Gómez Álvarez Icaza, José Guadalupe Sánchez Suárez, Colectivo Alas, Roberto Herrera, María Eugenia Martínez, Alejandro Álvarez, Unión Popular de Vendedores y Ambulantes "28 de Octubre", Rubén Sarabia Sánchez "Simitrio", Nayar López Castellanos, Liga Mexicana por la Defensa de Derechos Humanos, Edgar Espinosa Osorio, Rebeca Salazar Ramírez, Angélica Jazmín Albarrán Ledezma, Víctor Rodríguez-Padilla, Ana Cristina Camacho Benítez

Noruega
Ana Isabel López Taylor (Vicepresidente del partido Rjo),

Panamá
José María Vigil, Pedro Castillo

Paraguai
Martín Almada, Marielle Palau, Orlando Castillo, Iniciativa Paraguaya de Integración de los Pueblos Anuncio Martí

Peru
Luis Miguel Sirumbal, Rosa Guillén, Marcha Mundial de las Mujeres de las Americas, Alianza Social Continental - Capitulo Perú, Monica Bruckmann, Diana Avila, Virginia Vargas, Articulacion Feminista Marcosur, Violeta Carnero Hoke, Rosina Valcárcel, Luis Isarra Delgado, Federacion Nacional de Trabajadores del Agua Potable y alcantarillado del Peru, Gustavo Espinoza, Luis Gárate, Alberto Vega Tapia, Zenón Fuentes Castillo, Carlos Ortiz Cornejo

Portugal
Boaventura de Sousa Santos

República Dominicana
Chiqui Vicioso Facunda Alcantara, Juana Ferrer,

Suiça
Umberto Mazzei

Uruguai
Sebastian Valdomir, REDES-Amigos de la Tierra, SERPAJ América Latina, Ana Juanche, Antonio Elías, Raúl Zibechi, Claudia Simon, Perla Cohanoff, Rodolfo Panizza, Carlos Nelson, Arles Galli Scapusio, Analia Morales Viñoles, Ana María Regnier, Adriana Bentancor Scarponi, Gustavo Sención, Jorge Lorenzo Otero, Roberto Rosendo, Ana Agostino, María M. Delgado, Carlos D. Pérez, Red Solidaria por los DDHH, Beatriz Benzano, Red Proyecto Miramar, Gloria Oholeguy, Carla Bruzzone, María del Pilar Elhordoy Arregui, José Luis Rodrigues Perrillo, César Barretto Luchini, Silvia Camacho, Sigrid Hildegarde Haller Millán, Américo Gastón Roballo Tardáguila, Cristina Arnabal, Ruben Elías, Anahit Aharonian, Fernanda López, Laura Cabrera San Martin, Elsa Gladys Arregui Nocito, María Alicia Chiesa,

Venezuela
Gustavo Fernández Colón, Edgardo Lander, Fuerza Socialista Bolivariana de Trabajadores, Federacion Unitaria de Trabajadores de Petroleo y Gas, Federacion Nacional de Trabajadores del Sector Publico, Federacion Nacional de Sindicatos de Trabajadoers de La Salud, Federacion de Trabajadores Del Sector Electrico, Sindicato Nacional Fuerza Unitaria Magisterial, Federacion de Trabajadores de La Harina, Sindicato Unitario de La Construccion, Federacion de Trabajadores de Telecomunicaciones, Federacion de Trabajadores de La Industria Gráfica, Federacion de Trabajadores Universitarios, Federacion de Obreros Universitarios, Federacion de Sindicato de Profesores Universitarios, Ronny Velásquez

Outros
Camilo Castellanos, José Carlos Bustamante Luna, Víctor Ariel Bárcenas Delgado, Ruth Le Gall- Saralegui, Enrique Soto.


*Fonte: http://www.mst.org.br

TRABALHADORES/AS FAZEM VIGÍLIA EM DEFESA DO PETRÓLEO


Trabalhadores de várias categorias iniciam na terça-feira (16/9), às 16h, uma vigília em defesa do petróleo e gás. A vigília se estenderá por quatro dias, até a data prevista para a comissão interministerial que elabora um projeto de lei para a exploração do pré-sal fazer a entrega do projeto ao presidente Lula. Frei Betto e João Pedro Stédile estão entre as lideranças que vão participar da abertura do evento.

A manifestação é organizada por várias entidades: Sindipetro-RJ, MST, as centrais sindicais CUT, Conlutas e Intersindical, Fist (Frente Internacionalista dos Sem Teto), Aepet (Associação de Engenheiros da Petrobrás), Sindicato dos Engenheiros, dentre algumas dezenas de associações, sindicatos e movimentos sociais que e reúnem em torno do Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás.

Durante a vigília serão realizadas atividades culturais – teatro, sessões de cinema, oficinas de artesanato indígena, reciclagem de materiais, shows musicais, debates. Os debatedores vão abordar a conjuntura da América Latina, com destaque para a crise na Bolívia, a conjuntura nacional e a questão do petróleo. Confirmadas, até agora, a participação, entre os debatedores, de Paulo Metri, Ivan Pinheiro, Marcos Arruda, Francisco Soriano, Fernando Siqueira, Carlos Romero, Carlos Lessa.

Participe!
Para mais informações, entrar em contato com agencia@apn.org.br ou acesse www.apn.org.br


*Fonte: http://www.mst.org.br

AÇÃO DA POLÍCIA GAÚCHA CONTRA MOVIMENTOS SOCIAIS É INCONSTITUCIONAL


Na última terça-feira (09/9), o advogado Leandro Scalabrin divulgou a existência da Instrução Operacional nº6 da Brigada Militar. O documento determina que os policiais devem fazer a identificação dos integrantes dos movimentos, o monitoramento de suas sedes, evitar protestos e ocupações e, quando for preciso, usar a força.

Para o vice-presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Percílio de Sousa Neto, a ação da polícia gaúcha é um atentado ao Estado Democrático de Direito.

"Em 1964/196, eu passava na rodoviária de Brasília e via a foto de colegas meus sendo procurados [pela Ditadura Militar]. E eu me assustei ontem durante reunião em Passo Fundo com esse documento com essas fotos. As pessoas que participam de manifestações, em qualquer daqueles movimentos sindicais, estão sendo reprimidas, fotografadas, identificadas e fichadas pela Brigada Militar. Isso não pode continuar", diz.

Na representação entregue ao Ministério Público, a comissão destacou o Título 3 da nota, que trata da postura que os comandos regionais devem ter em relação a organizações sociais urbanas e rurais. Em situação considerada de normalidade, os comandos devem ter um cadastro de áreas rurais e prédios públicos que possam ser ocupados. Também aponta a identificação e o cadastro das lideranças. Ainda determina ações para casos de "iminente ocupações" e para casos de "ocupações já concretizadas".

O Procurador Renner se comprometeu em analisar as questões levadas pela comissão, mas não emitiu nenhum parecer sobre a Adin. A visita da comissão especial ao Rio Grande do Sul encerra nesta sexta-feira (12/9). O órgão é ligado à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.


Fonte: http://www.mst.org.br

SEM TERRA MARCHAM CONTRA O MONOCULTIVO DE EUCALIPTO NO ESPÍRITO SANTO


Nesta segunda-feira, 200 trabalhadores e trabalhadoras do Espírito Santo inciaram em Jacaraípe a II Marcha Campo-Cidade com o lema Soberania alimentar e direito à cidade. Os Sem Terra protestam contra o processo de ocupação das terras brasileiras por empresas estrangeiras e pela garantia de direitos básicos ainda inacessíveis a muitos como educação, saúde e habitação.

Eles marcham em direção à cidade de Vitória, onde chegarão em 21/9, data em que manifestações de diversos movimentos sociais espalhados pelo mundo marcam o Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas.

No Espírito Santo, assim como nos demais Estados do país, o modelo de exploração da terra está intimamente ligado às injustiças com as quais se deparam as populações do campo e da cidade. A maior vilã no Estado é a monocultura do eucalipto, encabeçada pela Aracruz Celulose, empresa que ganhou notoriedade por seus crimes contra comunidades indígenas da região em 2005, dentre outras investidas contra o meio ambiente e sociedade distribuídas Brasil adentro.


Fonte: http://www.mst.org.br

2ª MARCHA CAMPO-CIDADE: SOBERANIA ALIMENTAR E DIREITO À CIDADE

A terra deve alimentar seu povo e a cidade expressar os desejos,
decisões e projetos da maioria.

Que tipo de desenvolvimento observamos no Espírito Santo? Por que um estado que abriga tantas empresas, produz fome, miséria, pessoas sem terra e sem moradia, desempregados, violência urbana e devastação da natureza? Para onde vão nossas riquezas naturais exploradas pela Vale, CST, Aracruz Celulose e Samarco? Você sabia que a Aracruz Celulose consome por dia mais água do que toda a população da Grande Vitória? Você sabia que a Aracruz Celulose consome por dia mais água do que toda a população da Grande Vitória, sem pagar um centavo por isso? Por que a maioria da população trabalhadora recebe baixos salários e paga aluguéis caros, mesmo nas periferias das cidades? Por que o transporte urbano é tão precário e as filas nos terminais são tão demoradas? Por que os governos bancam grandes obras e doam terras às indústrias estrangeiras, ignorando as condições dos camponeses, quilombolas e indígenas expulsos de suas terras, sem os destinar nenhuma política pública? Por que os movimentos sociais que lutam pelos direitos fundamentais do ser humano são tratados como criminosos? Por que a maioria da população carcerária é constituída por negros(as) e pobres?
ESTE NÃO É O DESENVOLVIMENTO QUE QUEREMOS!

Nós, os movimentos sociais do campo e da cidade, marchamos pela vida e pela justiça social e ambiental! Marchamos pelo direito ao emprego, à habitação, à saúde, à educação e ao transporte! Marchamos contra os interesses das empresas estrangeiras que ocupam nossas terras, consomem e poluem nossos rios e levam o lucro para fora do país! Contra o descaso dos governantes que gastam dinheiro público para financiar essas empresas, e não atendem às necessidades dos(as) trabalhadores(as) do campo que produzem alimentos para o povo! Marchamos contra a condição de miséria que obriga famílias inteiras vindas do interior a viverem discriminadas nas periferias da Grande Vitória. Marchamos contra a lógica que reduz o bem viver a “ter dinheiro”, no campo e na cidade! Contra o medo que tranca as pessoas nos condomínios, mas não resolve a insegurança dentro e fora dali.

Nossa CAMINHADA pelas ruas e avenidas da Grande Vitória denuncia que os recursos naturais brasileiros não podem ser transformados em lucro que vão parar no bolso de uma dúzia de empresários. As empresas estrangeiras ao utilizarem enormes extensões de terra para o cultivo do eucalipto e da cana provocam o aumento do preço e a falta dos alimentos na mesa da população. Marchamos por acreditar que HABITAR, COMER e VIVER com dignidade constituem-se no direito fundamental de todos os povos. “Natureza e tudo que existe” deve ser compartilhada e preservada por todos e não apropriada para o lucro das grandes empresas, banqueiros, latifundiários e governantes que enxergam o dinheiro antes de tudo.

Marchamos pelo direito de permanecer em nossa terra e de produzirmos alimentos para a população! Contra o aumento do preço dos alimentos, enquanto as empresas estrangeiras se beneficiam de nossa terra, água e do lucro que aqui exploram! MARCHAMOS PELA SOBERANIA ALIMENTAR!

Marchamos contra a discriminação e a violência urbana! Pelo direito à moradia, pela circulação nas cidades, por uma alimentação adequada, por educação e saúde de qualidade e para todos(as)! PELO DIREITO À CIDADE! PELO DIREITO À TERRA!

VIÚVA DE PAULO FREIRE ESCREVE CARTA DE REPÚDIO À REVISTA VEJA


Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem O que estão ensinando a ele? De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:

"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado".

Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina.

Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:
"Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE -- e um dos maiores de toda a história da humanidade --, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.

Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.

A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.

Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do “filósofo” e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.

Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.

Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu “Norte” e “Bíblia”, esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.

Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!

São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire".


Fonte: http://www.patrialatina.com.br

CAMPANHA NACIONAL "CRIANÇA NÃO É DE RUA"


A Campanha Nacional de Enfrentamento à Situação de Moradia nas Ruas de Crianças e Adolescentes - Criança Não é de Rua - é uma ação de mobilização nacional em defesa dos direitos de crianças e adolescentes em situação de moradia nas ruas.

Esta é uma iniciativa para a construção efetiva de uma nova realidade, capaz de gerar alianças e propostas de mudanças imediatas e de longo prazo, visando viabilizar a construção de uma alternativa real à vida nas ruas.

Por meio de seminários estaduais, fóruns de discussão e da cobertura da imprensa, a campanha incentiva o diálogo sobre a importância da aproximação feita pelos/as educadores/as sociais na rua, da convivência familiar e comunitária, dos espaços de acolhimento institucional governamentais e não governamentais, além das políticas públicas, financiamento governamental e tecnologias sociais que envolvem crianças e adolescentes em situação de moradia nas ruas.

Em 2009, acontecerá um seminário nacional que integrará os principais atores e as discussões apresentadas durante a primeira fase da campanha e formulará as bases de um Programa Nacional de Emfrentamento à Situação de Moradia nas Ruas de Crianças e Adolescentes, que será apresentado ao Governo Federal.

Mais informações: http://www.criancanaoederua.org.br

FOTOS DO 7º GRITO DOS/AS EXCLUÍDOS/AS - SANTA RITA - PB















MARCHA POPULAR DO GRITO DOS/AS EXCLUÍDOS/AS REÚNE 800 PESSOAS EM SANTA RITA-PB

Na tarde deste domingo (07 de setembro), pela 14ª vez em nível nacional, ecoou por todos os recantos deste nosso Brasil o “Grito dos Excluídos e Excluídas”. Em Santa Rita/PB, pelo 7º ano consecutivo, as CEBs, movimentos e organizações sociais e populares foram às ruas reunindo 800 pessoas em Marcha Popular. Esse ano, os/as participantes refletiram o lema: “Vida em Primeiro Lugar – Direitos e Participação Popular”, enfatizado a partir de 4 blocos na Marcha: 1) Ecologia e Saúde; 2) Educação e Cultura; 3) Trabalho e Terra; 4) Violência e Segurança;

Na mística de abertura, foi refletida a luta da Classe Trabalhadora contra a classe dominante. De um lado, Capital, Latifúndio, Monocultura, Estado e Mídia. Do outro, Estudante, Trabalhador Rural, Mulher, Menor e Operário. Na medida em que os poderosos avançavam com suas acusações, a classe trabalhadora recuava, mas logo respondia com as palavras de ordem denunciando as injustiças e lutando contra a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. O 7º Grito dos/as Excluídos/as de Santa Rita-PB foi declarado aberto quando, na mística, a Classe Trabalhadora derrotou a classe dominante, ao som do Hino Nacional Brasileiro, e com a palavra de ordem: “Pátria Livre! Venceremos!”.

A Marcha Popular do Grito dos/as Excluídos/as prosseguiu passando pelas principais ruas do Alto das Populares, reunindo camponeses, leigos/as da Igreja, trabalhadores/as urbanos/as, padres, sindicalistas, educadores/as, freiras, crianças, estudantes, catadores/as de material reciclável, sem-terra, idosos/as, mulheres, sem-teto, ambientalistas, operários/as, jovens, artistas, juristas populares, desempregados/as... enfim, pessoas dos mais diversos segmentos sociais excluídos, que compõem a Classe Trabalhadora deste país.

Durante todo o percurso, foram cantadas músicas da luta do povo, como também palavras de ordem e paródias, enfatizando a questão da Defesa da Vida, dos Direitos sociais e da Participação Popular. Nas paradas, fizeram intervenções de agitação e propaganda em relação à criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. Em frente à Energisa (distribuidora de energia da região) fazendo protestos em relação aos altos preços da energia elétrica – no último mês, o preço da energia sofreu aumento de 15,77% na Paraíba – e em frente ao Banco Bradesco (principal acionista da Vale), em relação à privatização da Vale do Rio Doce.

A Marcha Popular do 7º Grito dos/as Excluídos/as encerrou-se na praça principal da cidade, onde os/as participantes repudiaram a urbanização desenfreada das cidades, representada pelo não-plantio de três mudas de Nim (planta resistente à seca, originária da Índia), por falta de lugar para plantá-las. Mesmo assim, dançaram, cantaram, festejaram e se abraçaram, na esperança das lutas da Classe Trabalhadora, do Povo Brasileiro, engrossando o Mutirão por um Projeto Popular para o Brasil, que garanta os Direitos Sociais com Participação Popular, e onde a Vida esteja em primeiríssimo lugar.

MARCHA DA JUVENTUDE CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E A VIOLÊNCIA DO ESTADO













Nós, 1200 jovens da classe trabalhadora de 20 estados, encerramos o 1º Encontro Nacional da Juventude do Campo e da Cidade, realizado em Niterói, entre 11 e 15 de agosto, organizado por 24 movimentos populares de trabalhadores, desempregados, negros, mulheres, sem-teto, estudantes e camponeses, com uma marcha no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Denunciamos que as mortes de jovens do campo e da cidade são causadas pela violência do Estado brasileiro, em articulação com o poder econômico, que impede a efetivação de direitos e consolida o poder da classe dominante, formada por grandes empresários, bancos e o capital financeiro.

VAMOS AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO fazer cobranças, porque queremos estudar! Exigimos a erradicação do analfabetismo e o acesso da classe trabalhadora à educação pública de qualidade em todos os níveis. Defendemos o fim do vestibular, dos processos excludentes de seleção para o ingresso na universidade, a implementação de políticas de ações afirmativas e assistência estudantil. Para isso, é preciso aumentar o investimento do Estado em educação.

VAMOS À VALE denunciar seus crimes contra as comunidades que vivem nas áreas de suas instalações, desrespeitando os direitos humanos, causando prejuízos às famílias assentadas e descumprindo os direitos trabalhistas de seus trabalhadores no Pará, no Maranhão, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Defendemos a reestatização da Vale para garantir o controle público das suas operações em defesa das comunidades e do desenvolvimento nacional com justiça social.

VAMOS AO CONSULADO DOS ESTADOS UNIDOS protestar contra o imperialismo e a imposição da submissão dos países de todo o mundo a políticas que causam pobreza e desigualdade. Um exemplo disso é a crise dos altos preços dos alimentos. Somos contra as guerras imperialistas como a invasão do Iraque e do Haiti. Defendemos o fechamento da Base de Guantánamo, instalada em Cuba, que desrespeita todos os direitos humanos, e a libertação dos cinco patriotas cubanos presos ilegalmente nos Estados Unidos. Demonstramos também a nossa indignação com as intervenções
militares na América Latina, como a retomada da 4ª Frota e as bases militares.

VAMOS AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO denunciar o processo de criminalização dos pobres do campo e da cidade e dos movimentos pela reivindicação de direitos. Defendemos a revogação da Lei Segurança Nacional, criada pelo regime militar, que foi usada no Rio Grande do Sul para enquadrar oito trabalhadores rurais que lutam pela Reforma Agrária. Denunciamos que não existe no país igualdade no acesso à Justiça e vigora uma diferença no andamento do processo legal entre ricos e pobres.

Exigimos o cumprimento imediato dos direitos fundamentais, como trabalho, educação, saúde, moradia, reforma agrária e cultura. O Estado não pode ser forte na repressão dos pobres e dos movimentos sociais e se omitir em relação ao cumprimento dos direitos sociais, civis e políticos!

1º ENCONTRO NACIONAL DA JUVENTUDE DO CAMPO E DA CIDADE

1º ENCONTRO NACIONAL DA JUVENTUDE DO CAMPO E DA CIDADE