O Movimento de Mulheres da Paraíba se mobiliza contra a violência

Só neste ano de 2009, 26 mulheres foram assassinadas na Paraíba, 4 delas no fim de semana de 5 e 6 de setembro de 2009 quando uma mulher grávida sucumbiu às marretadas infligidas pelo marido. Segundo dados da Delegacia da Mulher foram instaurados neste ano 187 inquéritos de violência doméstica praticada contra mulheres, dos quais, 55 estão em andamento. O Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, serviço ligado à Coordenadoria de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de João Pessoa, já notificou de janeiro a agosto, 308 atendimentos às mulheres vítimas de violência.

Frente a esta situação de calamidade, o Movimento de Mulheres da Paraíba convocou os demais Movimentos Sociais e Organismos de Políticas Públicas para Mulheres (em nível estadual e municipal) para gritar seus clamores de indignação e protesto em praça pública no centro da capital - João Pessoa, exigindo o fim da violência contra as mulheres, o fim da impunidade, a efetivação da lei Maria da Penha, a criação de juizados especiais para mulheres e de casas abrigo.

No final do ato que aconteceu no dia 11 de setembro, o grupo vestido de lilás, dirigiu-se para o Tribunal de Justiça da Paraíba onde uma comissão representativa de várias entidades presentes foi recebida pela desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti no gabinete da presidência do Tribunal de Justiça. Depois de ter ouvido as reivindicações, a desembargadora garantiu que fará, junto ao setor competente do Tribunal de Justiça, um levantamento sobre a realidade dos processos existentes envolvendo a violência contra a mulher, no sentido de justificar a criação do Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar na Paraíba. A magistrada se comprometeu a apoiar a realização de um seminário dirigido a um público de juízes ligados ao poder judiciário do Estado e envolvendo vários segmentos da sociedade como a OAB, o Ministério Público, o Poder Executivo Estadual e Municipal, visando a implementação e divulgação da Lei Maria da Penha, assim como a criação do Juizado Especial de Violência Doméstica.

Para Malu Oliveira, secretária nacional da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) a criação desse Juizado é de fundamental importância como mecanismo legal de punição dos agressores. "Só com a criação desse Juizado, os processos que envolvam agressores às mulheres serão julgados e os culpados punidos pelos seus crimes".

Enquanto a redação desta notícia está sendo concluída, a morte de mais uma mulher paraibana encontrada com três tiros na cabeça na zona rural está sendo noticiada na imprensa local elevando a 27 o número de mulheres assassinadas na Paraíba desde o início deste ano de 2009...

* Composto por: Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB)/Rede de Mulheres em Articulação da Paraíba/Articulação de Mulheres Brasileiras/Marcha Mundial de Mulheres/Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos/Fórum de Mulheres da Paraíba


Fonte: www.adital.com.br
Foto: Tamara Bastos

Assentados/as ocupam sede do INTERPA em João Pessoa/PB

Cerca de 36 famílias que vivem no sítio Tambaba, no município do Conde, ocuparam a sede do Instituto de Terras e Planejamento Agrícola da Paraíba (Interpa-PB), em João Pessoa, no início da tarde do dia 09/09 (quarta-feira). A manifestação envolveu mais de 200 trabalhadores organizados pela associação de trabalhadores rurais do Sítio Tambaba.

Os trabalhadores chegaram ao Interpa-PB por volta das 13h. Segundo o presidente da associação, Edmilson Nascimento Sabino, foi a quinta vez, em cinco anos, que as famílias ocuparam a sede do instituto. “Há mais de dois anos que estamos batalhando com cinco propostas. O presidente do Interpa já nos recebeu outras vezes, mas nenhuma de nossas reclamações foi atendida até agora”, disse.

Na pauta de reivindicações, os manifestantes pediam a expedição dos títulos da Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) de terra do assentamento em Tambaba; a instalação de um poço artesiano no local; a reforma das 26 casas, construção de outras 9 e ampliação de uma; além da construção de 38 cisternas e sinalização adequada para o trecho da rodovia PB-008, nas proximidades do sítio.

O diálogo com o presidente da Interpa só aconteceu por volta das 17h30. Álvaro Dantas informou que as reividicações não eram muitas. “Os títulos que as famílias cobram não dependem de nós, e sim da Justiça. As cisternas entrarão no nosso plano de trabalho, mas só para janeiro. Já a construção dos poços pode acontecer ainda dentro de 30 dias”, concluiu.

Setor de comunicação da CPT PE, com informações do Jornal da Paraíba.


Fonte: www.cptpe.org.br

"Quem são vocês? O povo unido outra vez!" – 8º Grito dos/as Excluídos/as em Santa Rita/PB

Na tarde desta segunda-feira (07 de setembro), pela 15ª vez em nível nacional, ecoou por todos os recantos deste nosso Brasil o “Grito dos Excluídos e Excluídas”. Em Santa Rita/PB, pelo 8º ano consecutivo, as comunidades, movimentos e organizações sociais e populares foram às ruas reunindo centenas de pessoas em Marcha Popular. Esse ano, os/as participantes refletiram o lema: “Vida em Primeiro Lugar – A Força da Transformação está na Organização Popular”, enfatizado a partir de 4 blocos na Marcha: 1) Crise e Trabalho; 2) Terra e Moradia; 3) Justiça e Direitos Humanos; 4) Ecologia e Saúde.

Na mística de abertura, foi refletida a realidade de sofrimento e exclusão que vive o povo brasileiro, onde adolescentes vestidos de preto caiam sobre um mapa do Brasil, coberto por jornais, e traziam cartazes com os males: Violência, Corrupção, Poluição ao Ambiente, Exploração da Vida Humana, Trabalho Escravo, Desemprego. Foi lido o poema "E agora José?", de Drummond, e cantou-se a música "Coração Civil", de Milton Nascimento, enquanto os/as adolescentes, em pé, rasgavam os jornais que cobriam o mapa, mostrando o lema do Grito de 2009. O 8º Grito dos/as Excluídos/as de Santa Rita-PB foi declarado aberto após os/as adolescentes distribuírem fitas coloridas, amarrando-as umas nas outras, formando uma corrente com todos/as os/as participantes,e após cantou-se o Hino Nacional Brasileiro, e a palavra de ordem: “Pátria Livre! Venceremos!”.

A Marcha Popular do Grito dos/as Excluídos/as prosseguiu num percurso diferente dos outros anos, percorrendo ruas dos bairros Alto das Populares, Santa Cruz e Centro. Nas paradas além de serem apresentadas denúncias, também os grupos anunciaram os sinais de esperança e luta no meio do povo, como: o trabalho do Centro Dom Oscar Romero, na luta pelos Direitos Humanos; o Grupo Viver e Vencer, na luta das mulheres; a Comunidade Popular, na luta pela moradia; o CECIF/CEFEC, na luta das crianças, adolescentes e jovens; o SINTICAL, na luta dos/as trabalhadores/as; a Cooperativa dos Catadores/as, na luta pela ecologia; a Assembleia Popular, na luta contra os altos preços da energia elétrica. Enfim, denúncia e anúncio misturados num mesmo grito pela Vida em primeiro lugar!

Durante todo o percurso, foram cantadas músicas da luta do povo, como também palavras de ordem e paródias, enfatizando a questão da Organização Popular, denunciando a crise e suas consequências para os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Dentre elas, o toré indígena "Pisa ligeiro, pisa ligeiro, que não pode com a formiga não assanha o formigueiro".

A Marcha Popular do 8º Grito dos/as Excluídos/as foi encerrada na praça principal da cidade, onde os/as participantes dançaram, cantaram, festejaram e se abraçaram, ao som de músicas que anima nossas consciência e nossa mística.

O Grito dos/as Excluídos/as não acabou no dia 07 de setembro. A marcha prossegue, em Assembleia Popular, na esperança das lutas da Classe Trabalhadora, do Povo Brasileiro, engrossando o Mutirão por um Projeto Popular para o Brasil.


Texto: Elson Matias
Fotos: Danielson Soares

Grito dos/as Excluídos/as sai fortalecido em 2009

O Grito dos/as Excluídos/as, atividade organizada há 15 anos por várias pastorais sociais, organizações e movimentos sociais, acontece desde o início desta manhã (7/9) em 25 estados e no Distrito Federal. Neste ano, a manifestação tem como lema “Vida em primeiro lugar: a força da transformação está na organização popular”. Segundo o arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, o Grito dos Excluídos fortalece a participação do povo para a concretização de uma verdadeira democracia.

Uma das coordenadoras do Grito, Rosilene Wansetto, também falou neste sentido. Ela avalia que neste ano as atividades conclamaram a população para a organização popular em torno das necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras. “Neste momento em que vivemos uma grande crise, com desemprego e diminuição dos salários, cada vez mais é necessário que o povo vá às ruas para reivindicar suas demandas e a ampliação dos direitos sociais”, afirmou ela.

*Em Manaus (AM), no coração da Amazônia, cerca de 4 mil manifestantes realizaram o Grito dos Excluídos sob um sol de 40 graus e discutiram temas como o problema da privatização da água, do abastecimento, do transporte coletivo e da saúde pública. Além disso, os manifestantes criticam a criação do Porto das Lages, uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a ser realizada na união dos rios Negro e Solimões. Segundo as lideranças está acontecendo uma série de ameaças e a criminalização de quem se manifesta contra a construção do porto.

*Em Belém (PA), cerca de 2500 pessoas se manifestaram no bairro Terra Firme, um dos pioneiros na realização do Pré-Grito. Lá eles debateram sobre a pedofilia, a violência no estado e os encarcerados.

*Em Goiânia (GO), o Grito discutiu principalmente sobre as dificuldades e a negligências do sistema prisional entre outros temas que foram trabalhados durante a caminhada no centro da cidade.

*Em Minas Gerais, as atividades aconteceram em pelo menos 21 cidades. Em Montes Claros, o Grito foi realizado por cerca de 2 mil pessoas de organizações que compõe a Assembléia Popular. Lá existe o Palanque do Eleitor, no espaço os manifestantes criticaram a postura do prefeito, conhecido como o prefeito das lonas pretas, por não adotar uma política de habitação, fornecendo apenas lonas pretas para as famílias. Na cidade, também foram pautados os problemas com o transporte coletivo. “Existe uma ação no Ministério Público que considera inconstitucional o valor cobrado na tarifa”, afirmou Sônia Gomes, da coordenação. Além disso, o Grito também debateu a reivindicação que pede uma política aos catadores de material reciclado. Eles foram ameaçados pelo prefeito local de não poderem mais coletar. Os organizadores afirmaram também que tanto o prefeito quanto a guarda municipal foram truculentos e tentaram impedir a manifestação da população.

*Em Cuiabá (MT), centenas de manifestantes marcharam logo atrás do desfile oficial de 7 de setembro. Eles requereram os direitos e a preservação ambiental neste estado que é um dos mais desmatados pelo agronegócio. Além disso, criticaram os conflitos agrários e o trabalho escravo. “Só neste ano, três trabalhadores e uma indígena foram mortos no estado e 200 trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo, não podemos mais aceitar isso”, afirmou Inácio Werner, da coordenação do Grito. Quanto a isso, no Grito foi lançado o Fórum dos Defensores dos Direitos Humanos do Mato Grosso.

*Em Aracaju (SE), mais de 20 mil manifestantes dos movimentos sociais, pastorais e da Cáritas marcharam o percurso de 1 quilômetro por qualidade de vida. O Bispo auxiliar da arquidiocese, dom Henrique Costa, marchou com os manifestantes.

*No Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, interior de São Paulo, 80 mil romeiros participaram do Grito dos Excluídos e da 22ª Romaria do Trabalhador. Os participantes deram um cartão vermelho à violência sofrida pelas mulheres, jovens e crianças. O cartão vermelho também foi dado ao Golpe de Estado em Honduras e disseram basta à corrupção e a impunidade e à criminalização dos movimentos sociais e às suas lideranças. O ato em Aparecida se encerrou no final desta manhã com uma missa na basílica. O Arcebispo Dom Raymundo Damasceno pediu mais participação da população para a concretização de uma verdadeira democracia.

*Em Brasília (DF), centenas de manifestantes realizaram o Grito dos Excluídos em paralelo ao desfile oficial na Esplanada dos Ministérios, do qual participaram 17 organizações e movimentos sociais. Eles organizaram o Tribunal Popular e o segundo julgamento do Governo Arruda, que tem feito gastos vultuosos com propaganda. “Queremos que este dinheiro seja investido na construção de moradias para o povo. Nesse julgamento, pela segunda vez foi dado o Impeachment do governador Arruda”, afirmou Thiago Ávila, coordenador do ato.

*Em São Paulo (SP), cerca de 6 mil pessoas participaram nesta manhã das atividades do Grito dos Excluídos, que incluiu uma missa na catedral Sé. De lá os participantes caminharam para o Monumento do Ipiranga, durante o trajeto, foram trabalhados temas como emprego, salário, moradia, terra e direitos sociais. Eles também protestam contra a criminalização dos movimentos sociais. “Somos contra o processo de criminalização que os movimentos sociais e as lideranças estão sofrendo no país. Quem luta pelo direito dos trabalhadores não pode ser criminalizado pelas ações que realiza”, afirmou um dos coordenadores do ato.

*Em Vitória, no Espírito Santo, cerca de 6 mil pessoas fizeram uma lavagem simbólica das escadarias do Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e da Assembléia Legislativa. No estado, os eixos de debate da manifestação foram a crise que assola os trabalhadores, a política econômica e o desenvolvimento sustentável.

*No Ceará, o Grito dos Excluídos foi realizado em pelo menos 16 municípios. Em Fortaleza, cerca de 5 mil pessoas protestaram contra os altos preços da energia elétrica, eles também pediram a reestatização da Coelce, a distribuidora de energia elétrica do estado, e a aplicação da Tarifa Social de energia para as famílias que consomem até 140 kwh/mês, o limite máximo estadual para enquadrarem- se na lei da Tarifa Social.

Como balanço deste ano, o coordenador nacional do Grito dos Excluídos, Ari Alberti, avaliou que a manifestação nos estados revelou mais uma vez que a crítica à falta de ética na política é um dos pontos muito abordados. Além disso, segundo ele, neste ano, a criminalização das lideranças e dos movimentos sociais foi um dos pontos de forte denúncia nas mobilizações. “Este é um espaço propício para a população se manifestar em defesa dos que lutam pela melhoria das condições de vida das pessoas. Há 15 anos estamos nas ruas manifestando nossa posição em favor da vida”, finalizou.


Fonte: Secretaria Nacional do Grito dos/as Excluídos/as
Contato: (11) 2272-0627

Vídeo da Marcha Estadual "Contra a Crise: Reforma Agrária Já!"

Marcha na Paraíba chega a João Pessoa - Contra a Crise e pela Reforma Agrária

"É por amor a esta Pátria-Brasil, que a gente segue em fileira". A abertura da Semana da Pátria deste ano de 2009 teve outro tom na Paraíba. Foi na manhã desta terça-feira, 01 de setembro, que os 300 trabalhadores e trabalhadoras da Via Campesina e Assembléia Popular, organizados na Marcha Estadual “Contra a Crise: Reforma Agrária Já”, após horas de caminhada, chegaram a João Pessoa, capital do estado, tendo percorrido os últimos 15 km do trajeto, a partir de Santa Rita.

A Marcha que partiu de Campina Grande no dia 14 de agosto, com destino a João Pessoa, passando por mais de quinze municípios e totalizando mais de 180 km percorridos a pé, ao longo dos seus dezenove dias, teve como principais objetivos denunciar a crise, os altos preços da energia elétrica e a situação dos/as 4,5 mil atingidos/as pela Barragem de Acauã, além de discutir a importância da Reforma Agrária e denunciar a crescente violência que os trabalhadores/as vêm sofrendo no estado, através de torturas e homicídios.

Quando da chegada no Parque Solón de Lucena (Lagoa), no centro de João Pessoa, apesar do cansaço, a emoção tomou conta dos/as marchantes. Podia-se ver vários/as pessoas chorando, se abraçando, celebrando mais uma etapa desta luta, que ficará na memória de cada um/a daquelas mulheres e homens de luta.

Os/as trabalhadores/as montaram barracões de lona preta para os alojamentos, cozinha e banheiros e permanecem acampados/as no centro da capital paraibana, onde devem realizar diversas atividades, dentre elas atos públicos, palestras, assembléias populares, celebrações e festas.

No cronograma também está o 15º Grito dos/as Excluídos/as. A concentração será às 13h, no dia 03 de setembro, no local do Acampamento. Nesta oportunidade, participarão diversos movimentos e organizações sociais e populares, como o Movimento Nacional de Luta pela Moradia, a Marcha Mundial das Mulheres e Centro de Direitos Humanos Dom Oscar Romero, além dos/as trabalhadores/as da Via Campesina e Assembléia Popular. O Grito será organizado em seis blocos, e terá como tema: “Vida em Primeiro Lugar: A Força da Transformação está na Organização Popular”. Serão tratadas as temáticas de: Direitos Humanos, Reforma Agrária, Reforma Urbana, Em defesa da Natureza, Educação Pública e Criminalização dos Movimentos Sociais e da Pobreza.

Na Paraíba, o Grito também acontecerá em Guarabira (06/09), Campina Grande (06/09) e Santa Rita (07/09), entre outros municípios.

A Marcha não acaba em João Pessoa! Ela prossegue, na esperança que o exemplo e a força que brota de Lutadoras e Lutadores do Povo, despertem e animem os demais trabalhadores e trabalhadoras, convocando o Povo Paraibano, na certeza de que é possível unir o Campo e a Cidade, na construção de um Projeto Popular para o Brasil.

Pátria Livre! Venceremos!


Texto e Fotos: Elson Matias

Regional Norte 2 da CNBB realiza Assembleia sobre as CEBs

Encerra na manhã desta sexta-feira, 28, a 32ª Assembléia do Regional Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá) que tem como tema “CEBs: Comunhão de Vida e Missão”; e como lema: “Não sentíamos o nosso coração arder?”.

A assessoria é feita por Sérgio Coutinho (CEBs Nacional) e Dom Pedro Conti, bispo de Macapá (AP) e acompanhante das CEBs no Norte 2. De acordo com Sérgio Cotinho, da assessoria nacional das CEBs a escolha da temática atende a proposta do documento de Aparecida que convoca todos os cristãos católicos a colocar a Igreja em estado permanente de missão.

“E para que isso aconteça é fundamental que a reestruturação da organização da pastoral. As estruturas atuais da Igreja, de certa forma são meio que um impedimento para que ela se movimente. Quem é missionário tem que caminhar. Ir ao encontro da sociedade, do mundo, dos católicos afastados. E as estruturas são muito travadas, antigas. É preciso rever essas estruturas e nada melhor que retomar a caminha das CEBs da Igreja no Brasil”, afirma Sérgio Coutinho.

De acordo com o assessor, a caminhada das CEBs no Brasil, tem início em 1962 quando a Igreja fez seu plano de emergência para o Concílio Vaticano II e já se falava da necessidade de rever as estruturas paroquiais. “As CEBs tiveram papel fundamental em todo o processo de redemocratização do Brasil na luta pelos direitos humanos, muitos membros das CEBs deram a própria vida pela causa do reino, da justiça e dignidade humana e aí setores conservadores da sociedade começaram a criticar dizendo que isso não era função da Igreja, que era questão muito política”, diz Sérgio.

Para ele a 32ª Assembléia do Norte II representa uma nova oportunidade de repensar as CEBs. “Parece ser novo tempo de sopro do Espírito para que as CEBs voltem ao que nunca deixaram de ser, com aquela proposta de ser Igreja no continente latino americano, mas com uma nova forma de ser Igreja, realizando aquele trabalho lá nas bases nas comunidades ribeirinhas, de pescadores, comunidades indígenas, quilombolas, na periferia da cidade. Acho que o Regional Norte 2 está de parabéns por ter escolhido esse tema que mexe com nossas estruturas”, Participam da Assembléia, bispos do regional, coordenadores e representantes de grupos, pastorais, e organismos das 14 dioceses e prelazias do Norte II.

A Assembléia iniciou na manhã de quarta-feira, 26, sob coordenação de Alípio Aires e Regina Lúcia (CEBs Arquidiocesana e Regional). A abertura contou com pronunciamento de Dom Jesus Cizaurre, bispo de Cametá e presidente do Regional Norte II. Nesta quinta-feira, 27, as atividades foram retomadas pela manhã com momento litúrgico, e reflexão sobre o tema central. À tarde houve trabalhos em grupos e continuação das Comunicações das Pastorais. As atividades do dia encerram-se com Celebração Eucarística na Basílica Santuário, às 18h. Amanhã, 28, último dia da Assembléia, as atividades ficam sob coordenação de Dom Pedro Conti e Orlanda Alves, secretária executiva do Regional Norte 2. Haverá momento litúrgico e avaliação das atividades do dia anterior. Por volta das 9h, será feita plenária com as propostas de ações à luz do tema central e encaminhamentos finais. O encerramento acontece, às 11h30, com celebração Eucarística presidida por Dom Jesus Cizaurre, presidente do Regional Norte 2.


Fonte: www.cnbbn2.org.br

Ecos do Grito dos/as Excluídos/as em Goiás

Dia: 07/09/2009
Horário: 08h30 as 12h30
Local: Sistema Prisional de Aparecida de Goiânia

Maiores Informações:
Fones: 3223-5724 / 9207-6852 / 8129-4513

E-mail: forumdogritodosexcluidos@gmail.com

Realização: Fórum do Grito dos/as Excluídos/as e Assembleia Popular em Goiás.


Fonte: www.casadajuventude.org.br

Em Mari, Marcha por Reforma Agrária continua na Paraíba

Nesta quinta-feira (27/8), a Marcha Estadual Contra a Crise: Reforma Agrária Já! , que já passou por vários municípios da Paraíba para discutir a importância da Reforma Agrária no contexto da crise econômica, parte de Guarabira rumo a Mari, na Zona da Mata. De lá, a caminhada continua até João Pessoa, onde deve chegar na próxima terça (01/9).

Na última segunda feira (24/8), os 200 trabalhadores e trabalhadoras da Via Campesina e Assembléia Popular chegaram ao município de Guarabira, cidade-pólo do Brejo paraibano, depois de percorridos mais de 15 km a partir de Alagoinha. A Marcha saiu de Campina Grande na sexta-feira (14/8), com destino a João Pessoa, e já percorreu oito municípios, totalizando aproximadamente 90 km já percorridos.

Ao longo do caminho, a memória e a história de lutadores e lutadoras do povo são sempre lembradas, com canções e palavras de ordem, além dos banners de mártires paraibanos, como Margarida Maria Alves e João Pedro Teixeira, levados à frente da Marcha. Nas cidades onde os marchantes passam, grupos e comunidades esperam ansiosos pela realização das atividades, como atos públicos, palestras, assembléias populares e festas.

A Marcha da Paraíba, iniciada em 14 de agosto, é a mobilização da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária com maior tempo de duração.


Fonte: www.mst.org.br